quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Princípios fracos

(por Mike Wells) 




Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; (João 5:39)


Preciso tirar um peso do meu peito. Isso vem me incomodando há muitos anos. Muitos ministérios apareceram ao longo dos anos, na tentativa de serem diferentes dos outros e também por razões válidas. Cada um tem um conceito especial e supostamente novo, que mudará a vida permanentemente.  Isso não é verdade.  Você está escutando apenas as histórias vitoriosas; não estão lhe contando os fatos.  Eu mesmo sou culpado de fazer isso.


Vou contar-lhes um segredo.  Ser nova criatura não funciona. A cruz não funciona. A graça não funciona.  Evangelismo não funciona. Memorizar as Escrituras não funciona.  Nada disso funciona.  Eu vejo as coisas que acontecem nos círculos interiores, as coisas às quais você não tem acesso.  Nessas organizações há divórcios, adultérios, homossexualidade. E, pior ainda, busca de glória, de proteção material (supostamente dada por Deus), brigas, competições, e muito mais.  Já vi de tudo.  Não funciona.  E a razão pela qual não funcionam é a seguinte: O melhor ensino no mundo pode se tornar um princípio. E depois o princípio precisa ser protegido. Portanto, contam-se apenas as histórias que falam bem do ministério.  Posso dizer com toda honestidade que tenho quase 100% de curas no meu consultório.  Quase todos dirão que foram ajudados naquele dia.  Mas o que aconteceu um ano depois?


É bem simples, na realidade.  Não é o princípio da cruz, mas Jesus na cruz que faz a coisa funcionar. Não é o princípio da graça que vai manter você, mas a graça de Jesus fará isso. Não é o princípio de trocar a sua vida pela Dele; na realidade é Jesus vivendo em você. Não são as Escrituras que seguram você em tempos difíceis; quem o segura é o Jesus do qual as Escrituras falam. Manter as coisas focalizadas em Jesus é uma luta. Os princípios podem ser empacotados, nomes acrescentados, estatísticas informadas e rendas produzidas.  Mas depois de andar um ano com o princípio, descobrirá que se encontra no mesmo lugar em que começou.  Ande com Jesus por um ano e descobrirá que está um ano mais adiante de onde começou.




quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pais que lideram 4

(de Mike Wells)

Quando um pai precisa dialogar com o adolescente, é preciso lembrar que normalmente não há nenhuma decisão que precisa ser feita naquele dia. Podemos esperar até amanhã ou até o final da semana para encarar o problema. Isso nos dá tempo de orar e pedir direcionamento. O Pai no céu ouvirá e dará a resposta necessária. O problema pode ser abordado com compaixão, amor e carinho. A resposta pode ser tratamento duro, perder as saídas de casa, reparação ou, simplesmente, falar sobre o problema e esquecê-lo. Cada sessão dessas deveria terminar em oração.


Também deve-se lembrar que, assim como em cada uma das outras áreas da vida cristã, não deixamos que os outros definam o que é normal para nós. Nós deixamos que essa definição descanse nas mãos de Deus. Um pai que lidera precisa liderar na maneira em que Deus lhe revelou. Essa revelação é individual. Por exemplo, um “bom” pai não é necessariamente atlético, ou gosta de lutar, caçar e consertar tudo que estraga. Um “bom” pai pode não ser ou fazer nada disso. Em vez disso, ele pode dar o exemplo pela maneira em que ama aquilo que não é amável, dedicar-se à oração, ser confiante no seu testemunho, ou busca fazer todas as coisas como se fossem para o Senhor. Jamais permita que alguém, a não ser Deus, defina sua liderança. Simplesmente precisamos liderar. Para cada pai, o estilo pode ser diferente, mas o objetivo é o mesmo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ramos conectados a ramos?

(por Mike Wells)

Eu sou a videira, vós os ramos; aquele que permanece em mim, e eu nele, este dará muito fruto; pois sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)


É no coração do cristão que está ligado o cordão umbilical de Deus, aquele que transporta a Sua vida. A partir do coração, a vida Dele é bombeada por todo o meu ser. Meus olhos se tornam os Dele, ao enxergarem aquilo que Ele enxerga. Meus ouvidos são os Dele, ouvindo aquelas coisas inaudíveis. Meus pés, mãos e força, são todas Dele. O coração do cristão é o lugar onde o ramo está preso à Videira e recebe vida – a Sua vida.

Quando um ramo está devidamente preso à Videira, encontrará toda a vida dela e descobrirá que está fazendo coisas que um ramo não pode fazer por si mesmo. Um ramo não pode produzir fruto sem a Videira. Nosso objetivo coletivo, como cristãos, é fazer com que cada membro esteja tão ligado à Videira que o sobrenatural se derrame para fora dele. Contudo, vivemos num mundo de construtores de reinos. São ramos que desejam que outros ramos fiquem ligados a eles. Não querem que o ramo seja bem sucedido e – que os céus não o permitam – produzam mais frutos que eles. Querem que o ramo seja o fruto deles.

Muitos “fundadores” de ministérios vêem as pessoas ao seu redor como se estivessem conectadas a eles. Eles não tem liberdade com as pessoas. Eles não desejam que produzam frutos e tenham seu próprio ministério e chamado. O objetivo não é os outros estarem conectados à Videira, mas conectados a eles. O povo de Deus se torna sua propriedade e se algum deles tem a revelação de estar conectado à Videira e começa a produzir frutos e inicia um outro ministério, o pobre ramo será sempre sendo lembrado pelo grande ramo como traidor, expoliador e em dívida com ele.

Meu conselho a cada líder é: deixem ir as pessoas sob sua liderança, caso Deus as esteja ligando a Si em vez de a você. (Exodo 7:16) “Diga-lhe: O Senhor, o Deus dos hebreus, mandou-me dizer-lhe: Deixe ir o meu povo, para prestar-me culto no deserto. Mas até agora você não me atendeu.”

Se você for um ramo ligado a outro ramo, você precisa largá-lo. Caso contrário, quando o ramo enfraquecer, você descobrirá que está enfraquecendo. Agarre-se à Videira e faça todas as coisas como se fossem para o Senhor. Permita que a fonte da sua vida seja sempre Ele. Não permita que um líder o mantenha em servidão com as promessas daquilo que ele pode fazer por você. A sua fidelidade é primeiramente a Deus. Não seja um ramo de outro ramo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A carne é o oposto da fé

(por Mike Wells)


…Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem. (Hebreus 11:1)

A carne e a fé são opostos entre si. Na carne, não temos esperança; ficamos desesperados com nossa situação e acreditamos que todas as coisas justificam essa falta de esperança. A fé tem esperança em todas as coisas. O homem de fé tem esperança para o seu casamento; a mulher de fé enche-se de expectativa pelas coisas que Deus pode fazer. A carne acredita apenas naquilo que vê. A fé crê naquilo que já foi dado por Deus na vida do indivíduo, mas que ainda não pode ser visto.

O fruto do Espírito também é o oposto da carne. A carne tenta imitar os frutos do Espírito com as forças da natureza humana. É difícil de entender, mas uma pessoa carnal é aquela que tenta ter amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio com as forças da sua humanidade. O fruto do Espírito deve vir naturalmente e deve ser genuíno. Você consegue ver como parecem artificiais os Hare Krishna, as Testemunhas de Jeová, os Mórmons, os humanistas e todos os outros cultos, quando tentam manifestar os frutos do Espírito? É a carne tentando parecer boa, mas sem deixar de ser carne.

A carne faz com que o cristão se esforce para ter algo que já recebeu. Esse esforço, que é o oposto da fé, faz com que não experimentemos aquilo que é dado apenas pela fé. Fracassar em algo e depois punir-se para que Deus nos veja e implorar para que Ele nos restaure, é se esforçar em descrença por aquilo que já nos foi dado de graça. O esforço nos mantém tão ocupados que não temos mais tempo para parar e reconhecer que nunca ficamos separados Dele. Soa tão bem nos esforçarmos pelas coisas de Deus, tentar pegá-las com as nossas próprias forças, mas lembrem-se que o melhor da carne é o pior dela. Pois ela é o oposto da fé.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Chega de fórmulas!

(Fernando Korndorfer – nov 2009)

Nós, seres humanos, gostamos de fórmulas para consertar os problemas espirituais. Por esse motivo, sempre haverá a fórmula da moda: Dez Passos Para a Santidade, Como Ter Uma Vida Abundante, Sete Segredos Para Permanecer em Cristo. Cada vez que uma fórmula se esgota, precisa ser trocada por outra. A carne do homem não se cansa de colocar sua esperança na própria carne. E assim vamos, de fórmula em fórmula, tentando mudar o imutável. A carne do homem não melhorou nestes dois últimos mil anos.

Quanto esforço para consertar algo que Deus já consertou! Ele veio como ser humano, morreu por nós tomando sobre Si os nossos erros, ressuscitou e subiu aos céus. De onde desce para dentro de nós toda vez que um ser humano reconhece aquilo que Ele fez. E agora habita em nós. A mesmo Vida que venceu o mundo, Satanás e o pecado habita dentro de nós, os que cremos Nele. Mas ainda assim estamos buscando fórmulas para que essa vida conserte e satisfaça a nossa carne. Are baba!

Vejo isso também com os testes de personalidade do discípulo, usado pelo Vida Plena para animar cristãos a amarem em si mesmos aquilo que Deus colocou neles. Mas a carne, buscando a fórmula, fica extasiada com as possibilidades de, ao entender a personalidade única, mudar o seu comportamento através do esforço de entender todas as nuances do nosso comportamento com base na personalidade. Muito mais importante que entender a personalidade é entender que ela é apenas um instrumento que, sob a influência da carne, gera morte, mas sob a influência da Vida, gera Vida.

Cristo em nós, é a esperança da glória. Ele vivendo a nossa vida como se fossemos nós e vencendo aquilo que procuramos vencer com receitas.... Ele sendo em nós o amor que não temos uns aos outros, sendo a paciência que não temos, e sendo a fé que nos falta. Tudo foi feito por Ele e para Ele. Só achamos o verdadeiro descanso quando aceitamos o jugo suave e o fardo leve que é a Vida se expressando através de nós, como se fossemos nós, mas é a vida Dele em nós.

Não há NADA que a intimidade com Jesus não vença!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Comprando a sua liberdade...

(do original Purchasing Your Freedom, de Mike Wells)

“Foi para liberdade que Cristo nos libertou...” (Gal 5:1 – NVI)

O cristianismo é a única religião que usa o termo liberdade. Não é surpresa que boa parte das religiões ofereçam aos seus seguidores, no final, nada mais que um giro rápido ao redor do vazio, com todo o ensino levando a um vácuo “divino”, um ensino sem poder e um sistema que não funciona no mundo, e que por isso precisa ser praticado em relativo isolamento. Seria impossível manter um sistema religioso sem o uso de manipulação, lavagem cerebral, controle, medo, culpa e escravidão.

Jesus não é uma religião. Temos um relacionamento com Ele. E os relacionamentos são prazerosos quando as pessoas envolvidas querem estar umas com as outras. Lembro de um indivíduo que disse à sua esposa, a qual não conseguia decidir se queria sair do casamento ou ficar: “Quando volto do trabalho à noite e vejo o seu carro em casa, e sei que você está esperando por mim, eu preciso saber que você está lá porque quer estar.” Esse homem havia dado à sua mulher liberdade para ir embora. Ele não queria um relacionamento baseado no dever, culpa ou responsabilidade, mas no amor. Amor é liberdade.

Como cristão você é livre para andar com Cristo ou não andar com Ele. Ele não aprecia suas tentativas de andar com Ele quando você realmente não quer estar com Ele. Existe alguém que apreciaria? Se você não deseja andar com Ele é porque você não o conhece, ou se afastou tanto ao ponto de a familiaridade com Ele ser coisa do passado. Pois o caráter Dele é tal que você fará todo o possível para estar com Ele. Jesus é seguro em Si mesmo e sabe o que a comunhão com Ele nos proporciona; portanto, você está livre. Eu amo a liberdade!

Muitos precisam ainda conhecer a liberdade que Cristo dá a cada cristão. Muitos ainda se escravizam a outras pessoas. Tenho falado sobre isso com freqüência, mas vale a pena repetir. Quando as palavras e o comportamento de outra pessoa podem mudar as suas palavras e comportamento, você não está sendo controlado pelo Espírito, mas pelos outros. Não há nada que traga mais conflito interno do que ser controlado pelo comportamento dos outros.

Um grupo de chineses foi preso por causa da sua fé. Eles receberam pouca comida, tinham celas pequenas e foram presos injustamente. Mas a coisa que mais os incomodava era a atitude dos guardas e o egoísmo dos outros presos. Eles estavam escravizados! Estar escravizado a outros é muito pior que estar escravizado a uma circunstância, a um tipo de vida ou a uma vontade. Os cristãos sofrem quando escravizados ao comportamento dos outros. Precisamos aprender a conhecer o prazer que a liberdade traz! Quando o grupo de chineses aprendeu a amar os guardas e outros presos sem esperar nada em troca, experimentaram a verdadeira liberdade ainda que estivessem atrás das grades.

Por que as ações dos outros nos afetam tanto? Por que a atitude do meu cônjuge, as mudanças de humor do adolescente, as espetadas do chefe, o controle dos pais, o egoísmo dos vizinhos e o comportamento dos governantes eleitos me incomodam tanto assim? Qual é a verdadeira razão? A fonte disso é o orgulho.

O orgulho exalta, coloca num trono, tolera faltas para ser adorado, constrói uma reputação, se exalta acima dos outros, acha sua identidade no seu redor, deseja ser especial entre a multidão, traz superioridade e nos torna escravos de todos aqueles que não apóiam o grandioso objetivo de nos fazer superiores. Mas Jesus veio como servo, não em orgulho, e o seu servir o mantinha livre. Quando o orgulho impera, somos escravos de tudo que atravanca o sucesso. Quando o servir – amor, perdão, voltar a outra face, abençoar os que amaldiçoam – impera, ficamos livres, pois quem conseguiria colocar obstáculos para tais objetivos? Eu quero ser livre do orgulho e, portanto, livre do comportamento dos outros.

Como em todos os outros aspectos da caminhada cristã, desejamos a obra espiritual que Deus vai realizar em nós, porém não queremos as experiências das quais elas resultam. Não posso dizer que culpo o cristão que evita as experiências que lhe trarão liberdade. Sou grato a Ele por haver respondido a minha oração desde que tive consciência Dele: “Pai, por favor, realize em mim tudo aquilo que Você queria realizar no homem quando enviou Jesus. Quando eu falhar, deixe que o sangue de Jesus cubra o fracasso.” Desde lá não andei querendo muito as experiências que acompanham a aprendizagem de ficar livre dos outros, mas Ele as mandou mesmo assim, e eu Lhe sou grato por havê-lo feito.

Nós compramos nossa libertação dos outros com a moeda do orgulho. Permitam-me uma ilustração. Uma mulher tinha um marido muito crítico, julgador e não-amoroso. A atitude e o comportamento dele ao chegar em casa determinavam o comportamento dela. Por quê? Orgulho. Ela merecia ser tratada melhor, pois havia sido separada para Cristo. O tratamento que Jesus recebeu dos outros não era suficientemente bom para ela; ela merecia ser tratada melhor. Ela estava escravizada e precisava comprar liberdade. Visto que a moeda do pagamento era o orgulho, ela foi instruída a “cada vez que seu marido chegar em casa nervoso e irritado, você deve sentar no colo dele e lhe dar um beijo.” Ela viu que a liberdade ia lhe custar muito. No entanto, ela pagou o preço e hoje está livre.

Um marido com uma esposa infiel teve que comparecer na justiça. O juiz concedeu a casa, a maior parte do salário do marido e a custódia dos filhos (exceto um fim de semana por mês) para a esposa. Ela anda irada (tentando justificar o seu “caso”) e usa toda oportunidade para jogar algo na cara do marido. Ela se recusa a levar as crianças para ele, contar-lhe como estão indo na escola, ou informá-lo sobre os cuidados médicos necessários. Para as crianças ela diz: “Eu preciso protegê-los do seu pai.” Ele fica trabalhando 60 horas por semana para suprir as necessidades, tentando ser um pai presente e querendo que seus filhos cresçam no Senhor. Ele também é um escravo do comportamento da sua mulher. Qual a solução? Compre a liberdade com a moeda do orgulho. Ame o juiz, a esposa, as circunstâncias, pague o sustento mensal dos filhos, permita o abuso, e seja livre. Olhe bem no rosto daquele que está lhe trazendo o desconforto e pergunte para si mesmo: “Será que eu quero ter o semblante que ele tem?”

Um funcionário recebe uma promoção por causa da sua habilidade de apontar as fraquezas dos outros. Esta semana você se encontra sob o microscópio dele, e você acaba se tornando escravo dele. Compre sua liberdade com o orgulho. Vá até ele e pergunte: “Há algo mais que eu possa fazer para ajudar você? Sei que você deve andar estressado.“ Você vai ficar abismado com a liberdade que virá.

A liberdade não é barata. No entanto, ela pode ser comprada com um produto que você nunca deveria ter possuído: o orgulho. Visto que ele é uma moeda que não lhe pertence, gaste todo ele livremente; e no final, você terá um excelente currículo de liberdade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"Você não controla aquilo que acredita, mas aquilo que você acredita é que controla você."